Cancro e Vitamina C Intravenosa - Estudos Científicos
Tratamentos com Vitamina C Intravenosa
- Estudos Científicos -
Diversos estudos laboratoriais e estudos com animais foram elaborados para descobrir se doses elevadas de Vitamina C podem ser úteis na prevenção ou tratamento do cancro.
* Estudos Laboratoriais
Muitos estudos laboratoriais foram feitos para descobrir como é que doses elevadas de Vitamina C podem causar a morte de células cancerigenas. Assim, o efeito anticancerígeno da Vitamina C nos diferentes tipos de células cancerigenas envolve uma reação química que produz peróxido de hidrogénio, o qual em elevadas concentrações acaba por matar as células cancerígenas.
Estudos de laboratório mostraram que:
. O tratamento com altas doses de Vitamina C retarda o crescimento e a disseminação do cancro da próstata, pâncreas, fígado, cólon, mesotelioma maligno, neuroblastoma e outros tipos de células cancerígenas.
. O A combinação de altas doses de Vitamina C com certos tipos de quimioterapia pode ser mais eficaz do que a quimioterapia isolada:
- O ácido ascórbico juntamente com trióxido de arsénico pode ser mais eficaz no combate ao cancro do ovário.
- O ácido ascórbico juntamente com gemcitabina pode ser mais eficaz no combate ao cancro do pâncreas.
- O ácido ascórbico juntamente com gemcitabina e epigalocatequina-3-galato (EGCG) pode ser mais eficaz no combate às células do mesotelioma maligno.
. Outro estudo laboratorial sugeriu que a combinação de altas doses de Vitamina C em conjunto com radioterapia matou mais células do glioblastoma multiforme (cancro do cérebro) do que a radioterapia isolada.
* Estudos com Animais
Estudos com altas doses de Vitamina C foram realizados em modelos animais (animais que receberam doenças semelhantes às dos seres humanos). De acordo com estes estudos concluiu-se que:
. A Vitamina C ajuda a matar mais células cancerígenas.
. Altas doses de Vitamina C bloqueiam o crescimento tumoral em modelos animais de cancro de pâncreas, fígado, próstata, sarcoma, ovário e mesotelioma maligno.
. Altas doses de Vitamina C combinada com quimioterapia em ratos com cancro de pâncreas mostrou que o tratamento combinado provocou a diminuição dos tumores, mais do que o tratamento de quimioterapia sozinho.
. A Vitamina C ajuda no combate ao cancro da mama.
. Um modelo de rato de cancro do ovário mostrou que a combinação de doses elevadas de Vitamina C intravenosa administradas em conjunto com os fármacos anticancerígenos carboplatina e paclitaxel tornou-os mais eficazes no tratamento do cancro do ovário.
* Estudos Humanos
Ao longo dos últimos anos vários estudos foram levadas a cabo de modo a melhor compreender o efeito de altas doses de Vitamina C em pacientes com cancro.
Linus Pauling, vencedor do Prémio Nobel por duas vezes, em conjunto com a Dra. Ewen Cameron da Escócia, elaborou um estudo científico que prova que 10 gramas de Vitamina C, administradas por via intravenosa, podem estender a vida do paciente oncológico avançado em cerca de seis vezes. O Dr. Wassell, que faz parte deste grupo de investigafores, escreveu: "Pensa-se que a Vitamina C em concentrações elevadas actua como um pró-oxidante no interior da célula, produzindo peróxido de hidrogénio, o qual é rapidamente eliminado numa célula normal através da acção da catálase (enzima oxidante, existente em quase todas as células, com excepção de certas bactérias anaeróbias, que decompõe a água oxigenada com libertação de oxigénio). Como as células cancerígenas têm deficiência e muitas vezes falta completa desta enzima, os peróxidos acabam por matara célula [cancerígena]. "
Existem várias clínicas nos Estados Unidos que utilizam este tratamento. Bright Spot for Health, uma grande clínica de investigação em Wichita, no Kansas, foi o lar de um grande número de pesquisas sobre a Vitamina C administrada intravenosamente. Segundo esses estudos, Riordan et al. (1995) demonstraram a probabilidade de a Vitamina C constituir uma terapia eficaz anticancerígena, desde que se consiguam obter elevadas concentrações de Vitamina C no interior das células cancerígenas. Estes investigadores concluíram também que a suplementação oral de Vitamina C não chega para produzir níveis sanguíneos de Vitamina C suficientemente altos para se alcançar um efeito de morte imediata de determinado tumor.
Mais tarde, ao estudar um certo tipo de células cancerígenas e a capacidade da Vitamina C de matar essas células, Casciari et al. (2001) demonstrou uma vez mais a eficácia deste tratamento. Estes investigadores mostraram que a infusão intravenosa de Vitamina C (ascorbato de sódio em combinação com o ácido alfa lipóico) foi eficaz para atingir níveis de Vitamina C tóxicos para as células cancerígenas. De igual modo, este estudo também demonsstra que um análogo da Vitamina C, o fenil-ascorbato, é capaz de matar células cancerígenas eficazmente e em doses cerca de três vezes menores do que o necesário quando se utiliza Vitamina C inalterada.
A Vitamina C intravenosa foi estudada em doentes com cancro da mama, os quais foram tratados com quimioterapia adjuvante e radioterapia. O estudo constatou que os pacientes que receberam intravenosas de Vitamina C tiveram melhor qualidade de vida e menos efeitos colaterais do que aqueles que não receberam.
Um outro estudo feito com pacientes de cancro em estado terminal (sem hipótese de cura) e que incluía intravenosas de Vitamina C e Vitamina C tomada por via oral mostrou que esta era uma terapia segura e eficaz para melhorar a qualidade de vida destes pacientes, incluindo as funções físicas, mentais e emocionais, sintomas de fadiga, náuseas e vómitos, dor e perda de apetite.
A Vitamina C tem se mostrado segura quando administrada tanto a voluntários saudáveis como a pacientes com cancro, desde que as doses não ultrapassem as 1,5 g / kg. Estudos também mostraram que os níveis de Vitamina C no sangue são mais elevados quando esta é tomada por via intravenosa do que quando é tomado por via oral, e que esses níveis se mantêm por mais de 4 horas.
Num pequeno estudo com 14 pacientes com cancro do pâncreas avançado, foram administradas intravenosas de Vitamina C em conjunto com quimioterapia e tratamento com uma terapia direccionada. 9 dos 14 pacientes que completaram o tratamento apresentaram doença estável (paragem da multiplicação das células cancerígenas), conforme demonstrado por estudos de imagem.
Em outro estudo 9 pacientes com cancro pancreático avançado receberam quimioterapia em ciclos de tratamento de uma vez por semana durante 3 semanas, juntamente com intravenosas de Vitamina C duas vezes por semana durante 4 semanas. O cancro destes pacientes não progrediu durante meses. O tratamento combinado foi bem tolerado e não se registaram nenhum dos efeitos secundários graves da quimioterapia.
Em 2014, 27 pacientes com cancro de ovário avançado participaram de um estudo que comparava os efeitos da quimioterapia sozinha com a quimioterapia aplicada em conjunto com intravenosas de Vitamina C. Os pacientes que receberam as intravenosas de Vitamina C tiveram menos efeitos colaterais graves da quimioterapia.
A questão da segurança da aplicação de Vitamina C intravenosa foi abordada em estudos clínicos de Fase I recentemente publicados (Riordan et al., 2005, Hoffer et al., 208, Monti et al., 2012).
O primeiro estudo de Fase I foi realizado com 24 pacientes com cancro terminal (principalmente cancros hepáticos e colon-rectais) (Riordan, et al., 2005). O estudo utilizou doses até 710 mg / kg / dia. As análises químicas feitas ao sangue dos pacientes sugeriram não haver comprometimento da função renal e um paciente apresentou paragem do desenvolvimento da doença, continuando o tratamento por mais 48 semanas. Os efeitos adversos relatados foram, na sua maioria, menores (náuseas, edema, boca ou pele seca). Foram relatados dois eventos adversos de grau três possivelmente relacionados com o tratamento: uma pedra nos rins em um paciente com história de cálculo renal e um paciente com hipocalémia (baixa quantidade de potássio no sangue). Estes pacientes encontravam-se com défice de Vitamina C no início do tratamento.
No estudo levado a cabo por Hoffer e colaboradores (Hoffer et al., 208), 24 indivíduos com cancro avançado que já não se qualificavam para nehuma terapia padrão receberam intravenosas de Vitamina C em doses de 0,4 g / kg a 1,5 g / kg, três vezes por semana. Neste estudo não se registaram efeitos secundários graves. Os indivíduos com doses mais elevadas mantiveram a qualidade de vida física, mas não foi relatada uma resposta objectiva anticerígena.
No estudo de Monti e colaboradores (Monti, et al., 2012), 14 pacientes receberam Vitamina C intravenosa juntamente com quimioterapia. Os efeitos adversos observados foram atribuíveis aos agentes quimioterapêuticos e não à Vitamina C, mas não foi observada eficácia adicional devido ao tratamento intravenoso.
Até agora, os estudos de Fase I indicam que a Vitamina C intravenosa pode ser administrada a doentes com cancro terminal em doses elevadas com segurança. Contudo, os sujeitos terminais utilizados nos estudos de Fase I seriam os mais difíceis de tratar. É assim necessário proceder a estudos de Fase II, com durações mais prolongadas, e com amostras de pacientes não tão debelitados por estágios de doença avançada e por tratamentos quimiotrápicos prolongados.
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