Cancro e Vitamina C Intravenosa – Porquê aplicação Intravenosa?
Tratamentos com Vitamina C Intravenosa
- Porque aplicação Intravenosa? -
A Vitamina C é solúvel em água, o que limita a sua absorção quando administrada por via oral. Administrada oralmente, a Vitamina C tende a acumular-se nas glândulas supra-renais, no cérebro e em alguns tipos de glóbulos brancos, mas os níveis plasmáticos permanecem relativamente baixos (Hornig, 1975, Keith & Pelletier, 1974, Gueper et al., 1979, Kuether et ai, 1988).
Pacientes com cancro tendem a entrar em défice de Vitamina C: 14 dos 22 pacientes com cancro terminal de um estudo de fase I encontravam-se com défice de Vitamina C, 10 dos quais com zero ácido ascórbico detectável no seu plasma (Riordan, et al., 2005).
Num estudo de pacientes com cancro que se encontravam em cuidados paliativos, Mayland e colaboradores descobriram que 30% dos indivíduos tinham deficiência de Vitamina C (Mayland, et al., 2005). Esta deficiência relaciona-se com níveis elevados de CRP (proteína c-reactiva, um marcador de inflamação) e tempos de sobrevivência mais curtos. Tendo em conta o papel da Vitamina C na produção de colagénio, no funcionamento do sistema imunitário e na protecção antioxidante, não é surpreendente que indivíduos com défice de Vitamina C tenham dificuldades em combater o cancro. Estes dados também sugerem que a suplementação para reabastecer as reservas de Vitamina C pode servir como terapia adjuvante para estes pacientes.
Figure 2: Distribuição dos níveis de Vitamina C em pacientes de Cancro antes do tratamento de suplementação (Riordan, et al., 2005).
Quando a Vitamina C é administrada por infusão intravenosa, podem ser atingidas concentrações máximas sem efeitos adversos significativos para o receptor (Casciari et al., 2001, Padayatty, et al., 2004). As concentrações plasmáticas máximas são duas vezes superiores ao que é observado com a suplementação oral. Isto sugere que a administração de Vitamina C intravenosa pode ser mais eficaz do que a suplementação oral na reposição dos níveis de Vitamina C em doentes com cancro. Os médicos da Clínica Riordan observaram que as concentrações plasmáticas máximas atingidas após a infusão intravenosa de Vitamina C tendem a ser mais baixas em doentes com cancro do que em voluntários saudáveis, sugerindo que os seus tecidos esgotados actuam como uma "esponja" para a Vitamina. Por outro lado, verifica-se que, em doentes com cancro submetidos a múltiplos tratamentos com intravenosas de Vitamina C, as concentrações de Vitamina C no plasma tendem a aumentar lentamente até que atingem os níveis normais.
Além de promover a reposição dos níveis de Vitamina C, este tratamento pode induzir a apoptose de células tumorais (morte das células tumorais), inibir a angiogénese (formação de vasos sanguíneos que alimentam as células cancerígenas) e reduzir a inflamação.
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