Cancro e Vitamina C Intravenosa - Interacções Medicamentosas
Tratamentos com Vitamina C Intravenosa
- Interacções Medicamentosas -
Entende-se por interacção medicamentosa a mudança na forma como um fármaco age no corpo quando tomado em conjunto com outra substância.
A observação de que a Vitamina C é um antioxidante que se acumula preferencialmente nas células tumorais (Agus, et al., 1999) tem suscitado receios de que a suplementação com Vitamina C possa comprometer a eficácia da quimioterapia (Raloff, 2000).
Em relação a este ponto, Heaney e colaboradores descobriram que as células tumorais eram mais resistentes a uma variedade de drogas anticancerígenos quando pré-tratadas com ácido dehidroascórbico (Heaney, et al., 2008). No entanto foram levantadas diversas questões quanto a este estudo, nomeadamente se as condições experimentais utilizadas eram clinicamente ou bioquimicamente relevantes, considerando, entre outras questões, o uso do ácido dehidroascórbico em vez do ácido ascórbico (Espey et al., 2009). O ácido dehidroascórbico é uma forma oxidada da Vitamina C e, de facto, vários estudos concluíram que doses elevadas de ácido dehidroascórbico podem interferir com os efeitos anticancerígenos de vários fármacos utilizados em quimioterapia, pelo que se salienta a importância de utilizar ácido ascórbico e não uma das suas formas oxidadas.
Deve também notar-se que o objectivo do tratamento com intravenosas de Vitamina C é atingir uma concentração intra-tumoral milimolar, pelo que a acumulação de ácido ascórbico nas células tumorais é considerada uma vantagem.
Uma variedade de estudos laboratoriais sugerem que, em concentrações elevadas, a Vitamina C (ácido ascórbico) não interfere com a quimioterapia ou a radiação, e que pode, sim, aumentar a sua eficácia em algumas situações (Fujita, et ai., 1982, Kurbacher et ai., 1996; Taper, et al., 1996, Fromberg, et al., 2011, Shinozaki et al., 2011, Espey et al., 2011). Este facto é apoiado por meta-análises de estudos clínicos envolvendo cancro e suplementos vitamínicos. Estes estudos concluem que a suplementação de antioxidantes não interfere com a toxicidade de regimes quimioterápicos (Simone, et al., 2007; Block, et al., 2008).
SAIBA MAIS:
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