Investigadores consideram Imunoterapia para Cancro de Pele Avançado
IMUNOTERAPIA
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Investigadores da Universidade McMaster descobriram que, para pacientes diagnosticados nos últimos estágios de uma das formas mais comuns e mortais de cancro da pele, o tratamento com imunoterapia aumenta a probabilidade de sobrevivência e reduz a possibilidade de surgirem eventos secundários que colocam em risco a vida do paciente.
"Esta é a primeira análise que estabelece uma comparação entre as terapias direccionadas e terapias imunes para os melanomas BRAF mutados", disse Feng Xie, professor associado do Departamento de Epidemiologia Clínica e Bioestatística da Escola de Medicina Michael G. DeGroote da Universidade McMaster. "Os nossos resultados ajudarão pacientes e clínicos a escolher o melhor tratamento".
Feng Xie é um dos investigadores principais deste estudo, recentemente publicado na JAMA Oncology.
O melanoma cutâneo é uma forma agressiva e mortal de cancro de pele. De acordo com a Sociedade Canadense do Cancro, a doença é responsável por 3,3% dos novos casos de cancro diagnosticados todos os anos no Canadá, e tem uma taxa de mortalidade de 15%.
Nos seus estágios iniciais, o melanoma é muitas vezes curado apenas com cirurgia. No entanto a maioria dos pacientes que são diagnosticados nos estádios mais tardios da doença não são candidatos para a cirurgia e a terapia medicamentosa é o principal curso de tratamento.
Tahira Devji, o primeiro autor do artigo e um estudante de Doutoramento do Programa de Metodologia de Pesquisa de Saúde da Universidade McMaster, disse que cerca de 40% a 60% dos melanomas apresentam uma mutação na proteína BRAF.
Uma série de opções de tratamento eficazes estão disponíveis para pacientes com melanoma avançado BRAF-mutado, e os quais se enquadram em duas classes de terapias com drogas: terapia direccionada, como seja a quimioterapia, que tem como objecto impedir o cancro de crescer e se espalhar; E imunoterapia, que funciona estimulando o sistema imunológico do paciente de modo a que este ataque as células tumorais. Até então não era claro qual o melhor tratamento inicial.
O objectivo deste estudo foi estimar a eficácia relativa e segurança de terapias sistémicas para aqueles que foram diagnosticados com melanoma avançado BRAF-mutado, e que ainda não receberam qualquer outro tratamento.
A equipa avaliou 15 ensaios clínicos randomizados publicados entre 2011 e 2015, avaliando os benefícios e danos de terapias como a quimioterapia e a imunoterapia em 6.662 pacientes com cancro que se tinha espalhado para os gânglios linfáticos e onde a cirurgia não era uma opção ou com melanoma metastático distante.
Eles concluíram que tanto a quimioterapia como a imunoterapia eram igualmente eficazes no aumento da sobrevivência global. A quimioterapia mostrou-se mais eficaz na melhoria na paragem da progressão da doença. A imunoterapia foi associada com uma menor percentagem de efeitos secundários que colocam em risco a vida do paciente.
Assim, a segurança da imunoterapia suporta o uso desta opção de tratamento como terapia de primeira linha em situações em que a acção rápida não é uma prioridade.
"Enquanto que os dados do nosso estudo representam a melhor evidência disponíveis, utilizar mais de um tipo de imunoterapia mostra-se promissor em resultados iniciais em ensaios clínicos e poderá vir a mudar os tratamentos para o cancro uma vez que resultados a longo prazo sejam publicados", disse Feng Xie.
* Site Original:
ScienceDaily: Researchers find immunotherapy treatments better for advanced skin cancer
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Bibliografia: Material facultado pela McMaster University. Estudos Ciêntíficos: Tahira Devji, Oren Levine, Binod Neupane, Joseph Beyene, Feng Xie. Systemic Therapy for Previously Untreated Advanced BRAF-Mutated Melanoma. JAMA Oncology, 2016; DOI: 10.1001/jamaoncol.2016.4877 |
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