O Ankh
O Ankh
Amuleto em Lápis-lazuli
O Ankh é um símbolo cuja forma se assemelha a uma cruz, com a haste superior vertical substituída por uma alça ovalada. Em algumas representações primitivas, possui as suas extremidades superiores e inferiores bipartidas.
Ankh no Templo de Karnak
Existem muitas especulações quanto ao surgimento e significado do Ankh mas, ao que tudo indica, os documentos mais antigos, onde pode ser encontrado, referem-se a gravuras e hieróglifos com datas a partir da 5ª Dinastia Egípcia, principalmente nos Templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e Edfu, além de figurar em diferentes obeliscos, túmulos e murais.
Como a maioria dos símbolos religiosos e espirituais, não possui um único significado.
Assim, diz-se representar o equilíbrio entre a vida e a morte (imortalidade), bem como entre o masculino e o feminino. Também pode representar a alegria a energia de viver.
União de Polaridades
Muitas pessoas vêem o Ankh como um símbolo da vida e fertilidade, representando o útero. A alça oval que compõe o Ankh sugere um cordão entrelaçado com suas duas pontas opostas que simbolizam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida.
Ísis e Osíris
Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, o que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exactamente do centro do laço seria o ponto de intersecção dos dois pólos e representaria o
Por esse motivo os Egípcios Antigos utilizavam o Ankh para a palavra vida.
Amenhotep II
No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh a ser entregue ao Faraó por Osíris, concedendo a este o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza - o início e o fim da vida.
Em algumas situações, é encontrada próximo da boca das figuras dos deuses, significando um Sopro de Vida.
Como símbolo, significa Imortalidade (vida após a morte) e, quando se encontra contra o nariz de um Faraó morto, assegura a existência infinita do Ser.
Porta-espelho em forma de Ankh
Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objectos quotidianos, como colheres, espelhos e ceptros, utilizados pelo povo do Antigo Egipto.
Atum
São muitos os deuses egípcios que a trazem na mão, em particular Atum, o deus do Sol de Heliopolis, e Sekhmet (quando sentada), a deusa da guerra com cabeça de leão de Memphis.
Ptah
O símbolo de Ptah é um ceptro que termina em um Ankh.
Por outro lado, Hathor, deusa da alegria de viver e da morte, fazia-se sempre acompanhar de um Ankh com o qual dava vida.
Hathor
Imothep
O símbolo também se encontra associado a Imhotep, médico da família do Faraó. Depois de sua morte, Imhotep foi declarado deus da medicina e da cura.
É por essa razão que este símbolo surge, ainda hoje, como logótipo de algumas empresas multinacionais de farmacêutica.
Aparece ainda diversas vezes desenhado nas paredes dos templos como forma de protecção divina aos defuntos.
Outra teoria é que o Ankh simbolizava o nascer do sol, com a alça oval a representar o Sol que se erguia acima do horizonte, e a secção vertical o percurso do sol.
Apesar de sua origem egípcia, ao longo da história o Ankh foi adoptado por diversas culturas.
Cruz Copta
A Igreja Copta, resultante da conversão dos egípcios ao Cristianismo a partir do século III, adoptou-o como uma forma da Cruz Cristã, pelo que também se tornou conhecida por Cruz Ansata (que em latim quer dizer cruz-com-uma-pega, já que a palavra latina Ansa significa Asa) ou Cruz Cóptica.
É muitas vezes denominada como Chave do Nilo (ou da vida), Cruz da Vida ou simplesmente Cruz Ankh.
Porém, a maioria dos conceitos ocidentais não é correcto, pois os Egípcios da Antiguidade desconheciam a fechadura e, como tal, não seria possível associá-lo a uma chave.
Anel em forma de Ankh
No final do século XIX, o Ankh foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam, bem como por alguns grupos esotéricos e tribos hippies do final da década de 60.
É utilizado na magia contemporânea em rituais que envolvem a saúde, a fertilidade e a divinação; ou como um amuleto protector.
Selo Rosa-Cruz
O Ankh também foi incluído na simbologia da Ordem Rosa-Cruz, representando a união entre o Reino do Céu e a Terra.
Em outras situações encontra-se associado a figuras mitológicas, como os vampiros, em mais uma atribuição à longevidade e imortalidade.
Ainda se encontra associado ao nascer e pôr-do-sol, simbolizando novamente o ciclo vital da natureza.
E é, hoje em dia, usada como símbolo pelos Neopagãos.
* Sophia C.
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