A Relação existente entre Cancro e Bebidas Açucaradas
CANCRO - FACTORES DE RISCO
- A relação existente entre Cancro e Bebidas Açucaradas -
Um estudo conduzido por investigadores da LSU Health New Orleans sugere que a idade é um factor importante na associação entre o cancro e bebidas adoçadas com açúcar, e recomenda que os programas de intervenção para reduzir o consumo de açúcar sejam focados em populações de baixo status económico-social, jovens do sexo masculino, bem como sobreviventes de cancro do colo do útero. O estudo foi publicado na edição de Outubro 2016 do jornal Translational Cancer Research.
Estudos demonstram que existe uma correlação positiva entre o consumo de açúcar ou o consumo de bebidas açucaradas e a obesidade, as diabetes, as doenças cardio-metabólica e alguns cancros. À medida que cada vez mais pessoas sobrevivem ao cancro, o consumo de açúcar torna-se um factor de risco cada vez mais importante.
"O objectivo deste estudo foi avaliar de perto os factores de risco ligados ao consumo do açúcar contido nas bebidas açucaradas por entre sobreviventes de cancro e por entre pessoas saudáveis, e tanto quanto sabemos, não existem outros estudos que se debrucem sobre o efeito da ingestão de bebidas açucaradas em sobreviventes de câncer," observa Melinda Sothern, PhD, Professora de Saúde Pública da LSU Health New Orleans e autora sénior deste estudo. "Existe, contudo, uma evidência crescente de que há de facto uma ligação entre o consumo de bebidas açucaradas e o risco de desenvolver cancro do pâncreas, cancro do útero, bem como o risco de recorrência do cancro do cólon e morte, por entre os sobreviventes de cancro."
Tung-Sung Tseng, DrPH, Professor Adjunto de Saúde Pública, juntamente com os seus colegas da LSU Health New Orleans School of Public Health examinaram dados de 22182 adultos que participaram na Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey - NHANES) de 2003 a 2012. A pesquisa tinha como objectivo medir o consumo de refrigerantes, bebidas com sabor de frutas, sumos de frutas açucarados, bebidas desportivas, bebidas energéticas, chás e cafés adoçados e outras bebidas açucaradas. Este levantamento de dados também tinha em conta a existência de historial de cancro, tabagismo e obesidade, bem como as características demográficas, incluindo a idade, o sexo, a raça, o nível de escolaridade e os rendimentos destas pessoas.
Tendo em conta a população total do estudo (22182 adultos), 15,7% apresentavam uma elevada taxa de açúcar a partir de bebidas açucaradas. Pessoas sem historial de cancro apresentavam uma maior ingestão de açúcar do que os sobreviventes de cancro, embora isso possa ser devido a outros factores, incluindo a idade e o sexo. A ingestão de açúcar em bebidas açucaradas entre as mulheres com historial de cancro do colo do útero era muito maior (60 g/dia), em comparação com outros sobreviventes de cancro, que consumiam apenas cerca de 30-40 g/dia. A equipa de investigação também descobriu que os indivíduos que apresentavam maior ingestão de açúcar (mais de 80g/dia de açúcar em bebidas açucaradas) eram os indivíduos mais jovens, do sexo masculino, negros, obesos, fumadores, de baixa meios com baixos rendimentos, ou que tinham níveis de escolaridade igual ou inferior ao ensino secundário.
"Embora o consumo de açúcar não seja recomendado, as pessoas geralmente não se encontram cientes da quantidade açúcar que ingerem através do consumo de bebidas açucaradas", diz o principal autor deste estudo, Dr. Prof. Tung-Sung Tseng. "A Sociedade Americana do Coração (American Heart Association) recomenda uma meta de consumo de açúcar que não ultrapasse as 450 quilocalorias (kcal) de bebidas açucaradas, ou seja, menos de três latas de 350 ml de refrigerante por semana."
Os resultados do estudo indicam que a associação entre cancro e o consumo de bebidas açucaradas varia de acordo com os diferentes tipos de cancro, e pode estar relacionada com a idade. A equipa de investigação da LSU Health New Orleans, a qual também incluiu Hui-Yi Lin, PhD, Professor Adjunto, Lauren Griffiths, Investigadora Adjunta, e Kristin Cornwell, estudante da pós-graduação em Saúde Pública, sugere que os programas de intervenção com vista à redução do consumo de bebidas açucaradas deve concentrar-se principalmente nos jovens menores de idade do sexo masculino e que pertençam a meios socioeconómicos mais baixos, bem como nos sobreviventes de cancro, em especial nos sobreviventes de cancro do colo do útero. A equipa também recomenda que a intervenção personalizada com vista à diminuição do consumo de açúcar seja feita nas comunidades e através do sistema de cuidados médicos, e que abranja tanto junto indivíduos saudáveis como os sobreviventes de cancro.
* Site Original:
ScienceDaily: More information on how cancer and sugar-sweetened beverages are link
Bibliografia: Material facultado pela Louisiana State University Health Sciences Center. Estudos Ciêntíficos: Tung-Sung Tseng, Hui-Yi Lin, Lauren Griffiths, Kristin Cornwell, Melinda Sothern. Sugar intake from sugar-sweetened beverage among cancer and non-cancer individuals: the NHANES study. Translational Cancer Research, 2016 [link] |
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